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Ribeiro Huliana

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Eu sou assim, bem Huliana...
I don't speak english, no hablo spanhol, só sei falar português...

Não criei o perfil aqui pra receber cantada, mas para que pessoas legais possam ler o que escrevo e eu possa trocar idéias com elas, cultura inútil tô fora.
Isso não faz de mim uma pessoa arrogante, mas é muito chato quando pensam que todo mundo que entra na net tá procurando alguém pra beijar na boca... Eu não estou...

Se quiser ser meu amigo (a), seja bem vindo ao meu mundo...

Minha vida é demais!!!

8月25日

A FAZENDA

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PRECONCEITO

 

 

Atire a primeira pedra quem nunca errou... Em tempos de reality show, não pude deixar de assistir a alguns episódios de A FAZENDA, na Rede Record.

 

O que mais aconteceu pelos episódios que assisti e pela repercussão na mídia foi que a população começou a dizer a palavra: MARMELADA o tempo todo.

 

O Vencedor do Reality foi desde o início massacrado, e a opinião pública esperava que a qualquer momento ele desse a pisada na bola definitiva, pra que todos pudessem dizer “eu não falei? Ele é mal mesmo!”

 

Assim como todos lá dentro, o que percebemos é que aqueles que chamamos de artistas não passam de pessoas comuns que trabalham na televisão. Comem, dormem, dormem demais, xingam, falseiam, choram, sorriem, amam, odeiam. Em nada diferem de nós pobres mortais que aparecem apenas na foto 3x4 tirada na rua pra carteira de identidade.

 

Quem escapou lá dentro de xingar? De falar mal, de voltar atrás e pedir perdão? Aquele que não fez nada de mal deveria ganhar o prêmio? Que voltem atrás na decisão e elejam o Cão Max o grande ganhador.

 

Ele sim foi escorraçado por alguns, amado por outros, aprontou muito com os calçados da casa e não mordeu ninguém! Ele deveria ganhar o milhão.

 

Ele foi preso no cercadinho porque o Dado Dolabella estava nervoso, coisa feia não é mesmo? Quem nunca chegou em casa nervoso e gritou com o cachorrinho que pulou todo feliz na porta do carro porque seu dono chegou? Quem nunca bateu no cachorrinho que fez arte e depois voltou pra pedir desculpas?

 

Será o Dado um monstro ou alguém como nós que teria o direito de mostrar que erra e acerta? Que pisa na bola e pode fazer algo belo depois?

 

Ele bateu na namorada? Esqueceram que ela bate em fotógrafos que tiram fotos suas enquanto faz caminhada no calçadão do Rio? Quem é inocente afinal? Quem é frágil?

 

Temos que deixar de ser hipócritas e acreditar que as pessoas não têm o direito de errar e voltar atrás! Afirmar que conhecemos alguém por causa de umas notícias em letras enormes nos jornais. Por que não dizemos que conhecemos alguém porque o convívio aconteceu?

 

Por que somos incapazes de ignorar a opinião alheia e formar a nossa? Aquela coisa de “meu santo não bateu com o do fulano” é puro preconceito, é pura preguiça de gastar tempo, de observar, de falar, de se doar ao outro.

 

Quantos de nós não faríamos o mesmo ou pior se estivesse em um ambiente formado de pessoas que escreveram na testa “odeio você”?

 

Não estou aqui defendendo o ator, mas dizendo que nossa sociedade deveria aprender por si só, pensar por si só, conhecer por si só, correr atrás, aprender, ouvir mais, falar menos, escrever mais ainda.

 

Não somos inferiores uns aos outros e muito menos superiores. Fomos feitos do mesmo barro, o que difere é que uns vasos assaram mais ao forno que outros. Mas ainda assim somos vasos, barro, quebramos, viramos pó e somos esquecidos com o passar do tempo.

 

Não importa se temos uma bela pintura por fora, ela envelhece e mesmo restaurada ainda assim será velha, todos saberão e um dia esquecerão. O que ficará? A lembrança, as fotos e o aprendizado. Fomos vasos bem feitos? Fomos desejados? Fomos úteis?

 

Reality show é o show da realidade, é o dia-a-dia, é sinônimo de cotidiano. É sinônimo de arroz com feijão, de conta chegando na caixinha de correio, é lavar roupa, é não ter roupa, é estudar, é querer estudar. Deixa o ator pra lá. Vamos atrás do nosso milhão que nem ele foi!

 

Vamos deixar de se fazer de coitadinho, nasci pobrinho, não sou capaz de nada e arregaçar as mangas! Sou pobre, mas existe bolsa universitária. Estou desempregado, existe muito lote baldio sendo tomado pelo mato, tenho muitos filhos pra sustentar e daí? Quem mandou não se prevenir? Quem mandou ficar assistindo Malhação em vez de assistir a um noticiário que passava a reportagem de jovens que cada vez mais cedo entram no mundo da maternidade?

 

Quem mandou deixar o jornal de lado e assistir a novela das oito? Comprar revistinha de fofoca no lugar de um livro?

 

Enquanto perdemos tempo falando mal do ator e dizendo que foi marmelada, não estudamos, não vemos o mendigo que bate no nosso portão pedindo um pedaço de pão. O Carlinhos já venceu na vida, e mendigo agora é só um personagem...

 

Nós somos reais, vamos correr atrás do nosso milhão!

 

 

Huliana Ribeiro dos Santos

 

Goiânia, 24 de Agosto de 2009.

3月27日

DIVAGANDO

EU SEM VOCÊ
 
 
Sem vc meu mundo não tem graça
E sequer me imagino sem tua voz
Sem teu sorriso, sem tua respiração
Sem a lembrança de vc em meu coração
 
Sem vc sou pior que peixe fora d'água
Sou céu sem estrelas
A Meg sem pão
A Juju sem gasolina
 
Sou TV sem energia, arroz sem feijão
Goiabada sem queijo
CSI sem Grissom, Faustão sem Caçulinha
Sou o Sol sem calor
 
Não posso imaginar meu final de semana sem vc
Porque os dias pareceriam todos segundas-feiras
Tudo seria cansativo como dia de balanço em comércio
E mesmo que eu comesse todos os bolos de chocolate do mundo
A fome não seria saciada, faltaria alguma coisa...
 
Eu sem vc sou só mais uma, a contar piadas sem público
A cantarolar pro vento, escrever pra um fantasma
Andar sem rumo dentro do quarto
E alguém que vaga pelo parque invejando os casais alheios...
 
 
Huliana Ribeiro dos Santos

FAÇO DE CONTA

FAÇO DE CONTA

 

Faço de conta que estou contigo

Quando o frio do meu quarto

Insiste em dizer que estou só

E não tenho seus braços em mim

 

Faço de conta que ouço tua voz

Cantarolando horrivelmente

A mais bela canção

Que não sabes a letra, linda melodia...

 

Começo a rir sozinha de piadas

Que não foram contadas

Sinto ferver dentro de mim

Os beijos guardados para o final de semana

 

Abraço meu coração e quase sinto

Suas batidas aceleradas

Quando beijo levemente seu pescoço

E quando entramos em sintonia corporal

 

Sou capaz de fechar os olhos

E sentir seus beijos, teu desejo

E, num clímax de prazer e encanto

Domina-me a respiração a lembrança

De teus braços cobrindo-me como um manto

 

Flutuo na minha imaginação

E conheço lugares que quero estar

Situações que quero viver

E como as quero viver

 

Deslizo minhas mãos em meu corpo

Como se fossem as tuas

Abraço-me como se fosse você

Mas teus beijos não encontram correspondente nessas horas

 

Faço de conta que à noite volto pra casa

Que meu endereço são teus braços

Que teu corpo me aquece

Enquanto esqueço o dia-a-dia

 

Ligo pra ti, faço serenata como se

Estivesses ouvindo pessoalmente

E tua fazes cada verso melhor ao findar

Tudo com um abraço

 

Conto-lhe meu dia fazendo de conta

Que Esteves comigo curtindo cada segundo

É meu jeito de deixar você entrar na minha vida

É meu jeito de penetrar na tua

 

Tem dias em que o faz-de-conta me sufoca

Porque detesto ser enganada

E essa distância de você me leva a mentir

A mim mesma todos os dias enquanto a verdade não chega

 

Faço de conta apenas enquanto não te sinto

Totalmente em minhas entranhas

Apenas enquanto um mais um for igual a dois

Pra que no dia em que formos um só

O faz-de-conta vire história real...

 

 

Huliana Ribeiro dos Santos

 

Goiânia, 26 de Março de 2009.

 

 

10月15日

QUEM É NORMAL?

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LOUCURA DO AMOR

 

 

Para acontecer o Amor somos capazes de tudo

E, mais ainda, para mantê-lo existindo

Pétalas jogadas dos céus

Quilômetros e quilômetros percorridos à risca

Tudo pra dizer Eu Te Amo

 

Considerando as minhas esquisitices

Costumo chamar de louco aquilo que é normal

E o que normalmente é banalizado por ser comum

Me assusta com uma normalidade excêntrica

 

Os escritores do mundo, de todas as eras

Tentaram definir o Amor

Ditar regras de como deveria acontecer

Ilusão! Cada cabeça uma sentença

 

Nem choro, nem vela! Amo a simplicidade

O papel da bala guardado

O bilhete do cinema amassado no bolso

O canudo dobrado

Um momento eternizado

 

O dia-a-dia nos apunhala com sua correria

E, desenfreados, sequer sabemos para onde estamos indo

Se para o norte ou sul, passado ou futuro

Para a vida ou para a morte

Alienados estamos e tudo é passageiro

 

Dizemos que o tempo é curto e é preciso correr

Correr atrás do prejuízo

Fazer loucuras de amor para o amado de nossa alma

Fazer mundos e fundos, como diz o povo

 

Tudo é vaidade e correr atrás do vento, já dizia o pregador

Prefiro a Loucura de valorizar o que nem todo mundo vê

Loucura é ser lembrado em meio a tantos nomes na agenda

Loucos foram os faraós!

Queriam viver eternamente no paraíso

E são eternos pra nós, pobres mortais!

 

Loucura é eternizar um Bom dia

Um sorriso, uma lágrima, um cheiro

Loucura é lembrar da perfeição

Quando olhamos as luzes da cidade

Parecem apenas iluminar a escuridão; função secundária.

Função primária: Unir aqueles que as enxergam

Como sinal da grandeza de Deus!

 

Goiânia, 10 de Junho de 2007.

UMA PERGUNTA... EIS A RESPOSTA

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RESPOSTAS

 

 

Não pensar, não responder sobre o que não foi perguntado

Assim é mais seguro, pra continuar sendo honesto

Teu coração é livre e não procura respostas

Encontrou o meu que também o é

Pra que perguntar se nossos desejos responderam

Com um encontro inesperado? (ou esperado?)

 

Liberdade não se pensa - Vive-se!

Na liberdade de sentimentos tumultuados

Que desconhecemos por inteiro

Teu coração encontrou o meu

 

Estamos prontos? Nunca estaremos

No dia em que estivermos prontos estaremos mortos

E eu quero viver e nunca estar pronta!

Morrer procurando encontrar o completo que incompleta

Aquele eterno gostinho de quero mais

Isso é vida, isso é você!

 

Mesmo não estando pronta, mesmo não pensando,

Mesmo sendo livre e não me conhecendo tão bem,

Ainda sei o que quero

Não sei o que me espera, tenho apenas meu desejos

VIDA, FUTURO, VOCÊ!

 

Goiânia, 09 de Junho de 2007.

 

LIVRE ARBÍTRIO?

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PROVIDÊNCIA OU DESTINO?

 

 

 

Tudo começa num simples olhar

Bem mais do que a íris revela

como se fosse uma miragem

Que se tornasse real

 

Olhares disfarçados, titubeantes

Tu me vias e eu a ti observava

Uma mesa e duas cadeiras de distância

E um louco pensamento - Por que não?

 

Tudo tão diferente colaborando milagrosamente

A ansiedade da espera, dura e providencial demora

O sol parou e o céu não víamos mais

Tudo em um dia e anos se passaram

 

Tudo começa na Esperança e termina (?) no destino

Mas o balanço final ainda não deu uma resposta

Acho que é porque ainda estou pensando

Na carta fora do baralho, nas cartas...

 

Conscientemente não sei o que faço

Para onde estou indo

Inconscientemente sei o que quero

E o que me espera na mina de ouro está

 

Encarar? Correr? Medo? Ansiedade?

Nem sempre me conheço tão bem

Na maioria das vezes penso que sei quem sou

E em quase todas ouço uma criança diferente

Sorrindo dentro de mim.

 

Meu destino é amar, amar e amar

E a vida gera a providência de um Amor

Real, puro, sincero e louco

Como há tanto tempo procuro e não encontro

 

Quero te entregar estas linhas

Mas o momento ainda não chegou

Quando teu destino for o meu

E os céus providenciarem nossos caminhos

 

Meus pensamentos e desejos traduzidos em palavras

Te pertencerão e, com toda certeza,

O dia novamente passará

Tocando a nossa canção...

 

 

Goiânia, 26 de Maio de 2007.

MÁGIKA

MÁGIKA

 

Um dia escrevi sobre um momento mágico

Foi o primeiro dia do resto de minha vida

Mas, agora nesse frio que sopra lá fora

Quero falar da magia que faz o momento

 

A magia que torna as horas eternas

A mágika de um sorriso constante

E tudo acontece num instante

Pura mágika, simples mágika!

 

A esperança de um beijo nos faz viver

A mágika? Tudo faz acontecer

Tudo que sonhamos, tudo o que desejamos

Aquilo que nossa alma suplica, necessita

 

A mágica é um simples truque

Um grande e sábio faz-de-conta

A mágika? É propósito, ou seria destino?

A mágika é desejo e vida em um sopro!

 

E o vento lá fora toca no meu rosto

Não é o mesmo vento de dias atrás

Passou por mim, por nós

E chegará até você...

 

Levará meu sorriso que tanto gostas

Levará minha respiração profunda

Lhe entregará aquilo que sou e não falo

Aquilo que vivo e percebestão bem.

 

Dizem que se não acreditamos em algo, ele morre...

Não acredito em ódio, em solidão, e paixão

Acredito no perdão, na companhia, no Amor

Acredito em você que é sábio como um criança

 

Deixai vir a mim os pequeninos, disse Jesus

Dos tais é o Reino dos Céus!

Não sou mais uma criança, mas quero a Deus

E é perto delas que O encontro!

 

Que venha a mim a pureza do menino

Da criança que sorri de tudo e com tudo

Que a mágika me faça ser mais gente

Porque eu acredito nela e em você

Que tudo faz acontecer...

 

Goiânia, 24 de Maio de 2007.

 
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