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Minha vida é demais!!!August 25 A FAZENDA.
PRECONCEITO
Atire a primeira pedra quem nunca errou... Em tempos de reality show, não pude deixar de assistir a alguns episódios de A FAZENDA, na Rede Record.
O que mais aconteceu pelos episódios que assisti e pela repercussão na mídia foi que a população começou a dizer a palavra: MARMELADA o tempo todo.
O Vencedor do Reality foi desde o início massacrado, e a opinião pública esperava que a qualquer momento ele desse a pisada na bola definitiva, pra que todos pudessem dizer “eu não falei? Ele é mal mesmo!”
Assim como todos lá dentro, o que percebemos é que aqueles que chamamos de artistas não passam de pessoas comuns que trabalham na televisão. Comem, dormem, dormem demais, xingam, falseiam, choram, sorriem, amam, odeiam. Em nada diferem de nós pobres mortais que aparecem apenas na foto 3x4 tirada na rua pra carteira de identidade.
Quem escapou lá dentro de xingar? De falar mal, de voltar atrás e pedir perdão? Aquele que não fez nada de mal deveria ganhar o prêmio? Que voltem atrás na decisão e elejam o Cão Max o grande ganhador.
Ele sim foi escorraçado por alguns, amado por outros, aprontou muito com os calçados da casa e não mordeu ninguém! Ele deveria ganhar o milhão.
Ele foi preso no cercadinho porque o Dado Dolabella estava nervoso, coisa feia não é mesmo? Quem nunca chegou em casa nervoso e gritou com o cachorrinho que pulou todo feliz na porta do carro porque seu dono chegou? Quem nunca bateu no cachorrinho que fez arte e depois voltou pra pedir desculpas?
Será o Dado um monstro ou alguém como nós que teria o direito de mostrar que erra e acerta? Que pisa na bola e pode fazer algo belo depois?
Ele bateu na namorada? Esqueceram que ela bate em fotógrafos que tiram fotos suas enquanto faz caminhada no calçadão do Rio? Quem é inocente afinal? Quem é frágil?
Temos que deixar de ser hipócritas e acreditar que as pessoas não têm o direito de errar e voltar atrás! Afirmar que conhecemos alguém por causa de umas notícias em letras enormes nos jornais. Por que não dizemos que conhecemos alguém porque o convívio aconteceu?
Por que somos incapazes de ignorar a opinião alheia e formar a nossa? Aquela coisa de “meu santo não bateu com o do fulano” é puro preconceito, é pura preguiça de gastar tempo, de observar, de falar, de se doar ao outro.
Quantos de nós não faríamos o mesmo ou pior se estivesse em um ambiente formado de pessoas que escreveram na testa “odeio você”?
Não estou aqui defendendo o ator, mas dizendo que nossa sociedade deveria aprender por si só, pensar por si só, conhecer por si só, correr atrás, aprender, ouvir mais, falar menos, escrever mais ainda.
Não somos inferiores uns aos outros e muito menos superiores. Fomos feitos do mesmo barro, o que difere é que uns vasos assaram mais ao forno que outros. Mas ainda assim somos vasos, barro, quebramos, viramos pó e somos esquecidos com o passar do tempo.
Não importa se temos uma bela pintura por fora, ela envelhece e mesmo restaurada ainda assim será velha, todos saberão e um dia esquecerão. O que ficará? A lembrança, as fotos e o aprendizado. Fomos vasos bem feitos? Fomos desejados? Fomos úteis?
Reality show é o show da realidade, é o dia-a-dia, é sinônimo de cotidiano. É sinônimo de arroz com feijão, de conta chegando na caixinha de correio, é lavar roupa, é não ter roupa, é estudar, é querer estudar. Deixa o ator pra lá. Vamos atrás do nosso milhão que nem ele foi!
Vamos deixar de se fazer de coitadinho, nasci pobrinho, não sou capaz de nada e arregaçar as mangas! Sou pobre, mas existe bolsa universitária. Estou desempregado, existe muito lote baldio sendo tomado pelo mato, tenho muitos filhos pra sustentar e daí? Quem mandou não se prevenir? Quem mandou ficar assistindo Malhação em vez de assistir a um noticiário que passava a reportagem de jovens que cada vez mais cedo entram no mundo da maternidade?
Quem mandou deixar o jornal de lado e assistir a novela das oito? Comprar revistinha de fofoca no lugar de um livro?
Enquanto perdemos tempo falando mal do ator e dizendo que foi marmelada, não estudamos, não vemos o mendigo que bate no nosso portão pedindo um pedaço de pão. O Carlinhos já venceu na vida, e mendigo agora é só um personagem...
Nós somos reais, vamos correr atrás do nosso milhão!
Huliana Ribeiro dos Santos
Goiânia, 24 de Agosto de 2009. March 27 DIVAGANDOEU SEM VOCÊ
Sem vc meu mundo não tem graça
E sequer me imagino sem tua voz
Sem teu sorriso, sem tua respiração
Sem a lembrança de vc em meu coração
Sem vc sou pior que peixe fora d'água
Sou céu sem estrelas
A Meg sem pão
A Juju sem gasolina
Sou TV sem energia, arroz sem feijão
Goiabada sem queijo
CSI sem Grissom, Faustão sem Caçulinha
Sou o Sol sem calor
Não posso imaginar meu final de semana sem vc
Porque os dias pareceriam todos segundas-feiras
Tudo seria cansativo como dia de balanço em comércio
E mesmo que eu comesse todos os bolos de chocolate do mundo
A fome não seria saciada, faltaria alguma coisa...
Eu sem vc sou só mais uma, a contar piadas sem público
A cantarolar pro vento, escrever pra um fantasma
Andar sem rumo dentro do quarto
E alguém que vaga pelo parque invejando os casais alheios...
Huliana Ribeiro dos Santos
FAÇO DE CONTAFAÇO DE CONTA
Faço de conta que estou contigo Quando o frio do meu quarto Insiste em dizer que estou só E não tenho seus braços em mim
Faço de conta que ouço tua voz Cantarolando horrivelmente A mais bela canção Que não sabes a letra, linda melodia...
Começo a rir sozinha de piadas Que não foram contadas Sinto ferver dentro de mim Os beijos guardados para o final de semana
Abraço meu coração e quase sinto Suas batidas aceleradas Quando beijo levemente seu pescoço E quando entramos em sintonia corporal
Sou capaz de fechar os olhos E sentir seus beijos, teu desejo E, num clímax de prazer e encanto Domina-me a respiração a lembrança De teus braços cobrindo-me como um manto
Flutuo na minha imaginação E conheço lugares que quero estar Situações que quero viver E como as quero viver
Deslizo minhas mãos em meu corpo Como se fossem as tuas Abraço-me como se fosse você Mas teus beijos não encontram correspondente nessas horas
Faço de conta que à noite volto pra casa Que meu endereço são teus braços Que teu corpo me aquece Enquanto esqueço o dia-a-dia
Ligo pra ti, faço serenata como se Estivesses ouvindo pessoalmente E tua fazes cada verso melhor ao findar Tudo com um abraço
Conto-lhe meu dia fazendo de conta Que Esteves comigo curtindo cada segundo É meu jeito de deixar você entrar na minha vida É meu jeito de penetrar na tua
Tem dias em que o faz-de-conta me sufoca Porque detesto ser enganada E essa distância de você me leva a mentir A mim mesma todos os dias enquanto a verdade não chega
Faço de conta apenas enquanto não te sinto Totalmente em minhas entranhas Apenas enquanto um mais um for igual a dois Pra que no dia em que formos um só O faz-de-conta vire história real...
Huliana Ribeiro dos Santos
Goiânia, 26 de Março de 2009.
October 15 QUEM É NORMAL?.
LOUCURA DO AMOR
Para acontecer o Amor somos capazes de tudo E, mais ainda, para mantê-lo existindo Pétalas jogadas dos céus Quilômetros e quilômetros percorridos à risca Tudo pra dizer Eu Te Amo
Considerando as minhas esquisitices Costumo chamar de louco aquilo que é normal E o que normalmente é banalizado por ser comum Me assusta com uma normalidade excêntrica
Os escritores do mundo, de todas as eras Tentaram definir o Amor Ditar regras de como deveria acontecer Ilusão! Cada cabeça uma sentença
Nem choro, nem vela! Amo a simplicidade O papel da bala guardado O bilhete do cinema amassado no bolso O canudo dobrado Um momento eternizado
O dia-a-dia nos apunhala com sua correria E, desenfreados, sequer sabemos para onde estamos indo Se para o norte ou sul, passado ou futuro Para a vida ou para a morte Alienados estamos e tudo é passageiro
Dizemos que o tempo é curto e é preciso correr Correr atrás do prejuízo Fazer loucuras de amor para o amado de nossa alma Fazer mundos e fundos, como diz o povo
Tudo é vaidade e correr atrás do vento, já dizia o pregador Prefiro a Loucura de valorizar o que nem todo mundo vê Loucura é ser lembrado em meio a tantos nomes na agenda Loucos foram os faraós! Queriam viver eternamente no paraíso E são eternos pra nós, pobres mortais!
Loucura é eternizar um Bom dia Um sorriso, uma lágrima, um cheiro Loucura é lembrar da perfeição Quando olhamos as luzes da cidade Parecem apenas iluminar a escuridão; função secundária. Função primária: Unir aqueles que as enxergam Como sinal da grandeza de Deus!
Goiânia, 10 de Junho de 2007. UMA PERGUNTA... EIS A RESPOSTA.
RESPOSTAS
Não pensar, não responder sobre o que não foi perguntado Assim é mais seguro, pra continuar sendo honesto Teu coração é livre e não procura respostas Encontrou o meu que também o é Pra que perguntar se nossos desejos responderam Com um encontro inesperado? (ou esperado?)
Liberdade não se pensa - Vive-se! Na liberdade de sentimentos tumultuados Que desconhecemos por inteiro Teu coração encontrou o meu
Estamos prontos? Nunca estaremos No dia em que estivermos prontos estaremos mortos E eu quero viver e nunca estar pronta! Morrer procurando encontrar o completo que incompleta Aquele eterno gostinho de quero mais Isso é vida, isso é você!
Mesmo não estando pronta, mesmo não pensando, Mesmo sendo livre e não me conhecendo tão bem, Ainda sei o que quero Não sei o que me espera, tenho apenas meu desejos VIDA, FUTURO, VOCÊ!
Goiânia, 09 de Junho de 2007.
LIVRE ARBÍTRIO?.
PROVIDÊNCIA OU DESTINO?
Tudo começa num simples olhar Bem mais do que a íris revela como se fosse uma miragem Que se tornasse real
Olhares disfarçados, titubeantes Tu me vias e eu a ti observava Uma mesa e duas cadeiras de distância E um louco pensamento - Por que não?
Tudo tão diferente colaborando milagrosamente A ansiedade da espera, dura e providencial demora O sol parou e o céu não víamos mais Tudo em um dia e anos se passaram
Tudo começa na Esperança e termina (?) no destino Mas o balanço final ainda não deu uma resposta Acho que é porque ainda estou pensando Na carta fora do baralho, nas cartas...
Conscientemente não sei o que faço Para onde estou indo Inconscientemente sei o que quero E o que me espera na mina de ouro está
Encarar? Correr? Medo? Ansiedade? Nem sempre me conheço tão bem Na maioria das vezes penso que sei quem sou E em quase todas ouço uma criança diferente Sorrindo dentro de mim.
Meu destino é amar, amar e amar E a vida gera a providência de um Amor Real, puro, sincero e louco Como há tanto tempo procuro e não encontro
Quero te entregar estas linhas Mas o momento ainda não chegou Quando teu destino for o meu E os céus providenciarem nossos caminhos
Meus pensamentos e desejos traduzidos em palavras Te pertencerão e, com toda certeza, O dia novamente passará Tocando a nossa canção...
Goiânia, 26 de Maio de 2007. MÁGIKAMÁGIKA
Um dia escrevi sobre um momento mágico Foi o primeiro dia do resto de minha vida Mas, agora nesse frio que sopra lá fora Quero falar da magia que faz o momento
A magia que torna as horas eternas A mágika de um sorriso constante E tudo acontece num instante Pura mágika, simples mágika!
A esperança de um beijo nos faz viver A mágika? Tudo faz acontecer Tudo que sonhamos, tudo o que desejamos Aquilo que nossa alma suplica, necessita
A mágica é um simples truque Um grande e sábio faz-de-conta A mágika? É propósito, ou seria destino? A mágika é desejo e vida em um sopro!
E o vento lá fora toca no meu rosto Não é o mesmo vento de dias atrás Passou por mim, por nós E chegará até você...
Levará meu sorriso que tanto gostas Levará minha respiração profunda Lhe entregará aquilo que sou e não falo Aquilo que vivo e percebestão bem.
Dizem que se não acreditamos em algo, ele morre... Não acredito em ódio, em solidão, e paixão Acredito no perdão, na companhia, no Amor Acredito em você que é sábio como um criança
Deixai vir a mim os pequeninos, disse Jesus Dos tais é o Reino dos Céus! Não sou mais uma criança, mas quero a Deus E é perto delas que O encontro!
Que venha a mim a pureza do menino Da criança que sorri de tudo e com tudo Que a mágika me faça ser mais gente Porque eu acredito nela e em você Que tudo faz acontecer...
Goiânia, 24 de Maio de 2007. |
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